Felipe Neto e Marco Feliciano em debate ameno no YouTube

Para quem acompanhou há alguns dias atrás, Felipe Neto e Marco Feliciano entraram em uma discussão no Twitter sobre assuntos que estão sempre permeando a pauta do parlamentar: homossexualidade.

Felipe chamou Marco Feliciano para um debate e pediu hora e lugar. Marco aceitou e propôs hora e local. Daí pra frente a internet caiu como fogo do céu e já se preparava para o embate do século. De um lado, pessoas que apoiavam que Felipe Neto fosse até Marco Feliciano e acabasse com ele, do outro, evangélicos (em sua maioria – ou só gente que odeia o Felipe Neto) que apoiavam as palavras de Feliciano.

Acontece que o tal debate ocorreu, e foi muito mais brando do que se imaginava.

Não existe o gene gay. A pessoa nasce homem e mulher. Gênero é homem e mulher. E o que é o homem? O que define um homem? O que define o homem é o que ele tem no meio das pernas. É o macho.

Marco Feliciano (PSC-SP) usou estas palavras para defender sua postura em relação à homossexualidade. Chamou de fenômeno de comportamento e voltou a falar, ainda que indiretamente, que pode existir uma “cura gay”.

Família

Feliciano citou a Constituição (1988) para justificar que naquela época compreendia-se que família era constituída por homem e mulher, não por dois homens ou por duas mulheres. Dessa forma, mantendo seu apoio ao que considera “certo”, de que dois homens ou duas mulheres não podem constituir uma família.

Beijo “gay” em novela

Feliciano declarou empatia com o amor entre as pessoas do mesmo sexo, mas se justificou dizendo que a Globo precisa respeitar todo mundo, não só uma minoria. Fazendo alusão ao fato de que dois homens ou duas mulheres (no caso do beijo de duas atrizes em “Babilônia”, no início de 2015) ofendem a população média. É aquele velho pensamento e a velha defesa da tradicional família brasileira, que consegue justificar assassinato de 49 pessoas mas não consegue justificar o amor entre duas do mesmo sexo.

É antinatural colocar isso na frente dos olhos de todo mundo. Não é homofobia. Homofobia é aversão, é violência contra gay. É você tirar da pessoa o direito dela trabalhar. Minha opinião, a liberdade de expressão vem antes da sexual. Isso não é homofobia.”

Em certo momento do vídeo Felipe Neto esclarece que os dois sentados à mesa não fazem parte do movimento LGBT, portanto ele não pode, nem deve, ser visto como porta voz da causa.

Em mais de 45 minutos de conversa, Feliciano fala de diversos pontos que julga importante e o debate não passa de uma exibição rasa do diálogo entre os dois. Embora Felipe tenha sido incisivo em algumas questões, faltou talvez a presença de alguém que realmente representasse a causa e sofresse na pele as dores do preconceito e ódio de muitos cristãos e não-cristãos. Mas Felipe foi feliz na tentativa de colocar as discussões em debate e trazer o assunto à tona mais uma vez.

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